quinta-feira, 6 de setembro de 2007

UM VOTO EM MINHAS RELAÇÕES COM OS OUTROS


Você e eu estamos numa relação que eu valido e quero manter. Ainda que cada um de nós seja uma pessoa separada com necessidades diferentes e o direito a satisfazer essas necessidades, quando você estiver tendo problemas para satisfazer suas necessidades, eu tentarei escutar com aceitação genuína, a fim de facilitar que você encontre suas próprias soluções em vez de depender da minha. Eu também tentarei respeitar seu direito de escolher suas próprias convicções e desenvolver seus próprios valores, indiferente de quanto eles possam ser como os meus.

Porém, quando seu comportamento interferir com o que eu tenho que fazer para adquirir minhas próprias necessidades, eu lhe falarei aberta e honestamente como seu comportamento me afeta, confiando que você respeitará o bastante as minhas necessidades e sentimentos para tentar mudar o seu comportamento que é inaceitável para mim. Também, sempre que uma parte do meu comportamento for inaceitável para você, eu espero que você me fale aberta e honestamente, para que assim eu possa tentar mudar o meu comportamento.

Muitas vezes, quando acharmos que qualquer um de nós não pode mudar para satisfazer as necessidades do outro, reconheceremos que temos um conflito e nos comprometeremos a solucionar tal conflito, sem que qualquer um de nós recorra ao uso de poder ou autoridade para ganhar às custas da perda do outro. Eu respeitando suas necessidades, mas também respeitando as minhas próprias necessidades. Sendo assim, sempre nos esforcemos para procurar uma solução que seja aceitável para ambos de nós. Suas necessidades serão satisfeitas, e assim as minhas - ninguém perderá, ambos ganharemos.

Que possa ser uma relação saudável na qual ambos de nós possamos nos esforçar para tornar-nos o que nós somos capazes de ser. Nós podemos continuar nos relacionando um com o outro com respeito mútuo, amor e paz.

Mahatma Gandhi

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Educando as Crianças para a Autonomia: Dez Regras


1. Não tenha um filho para o qual você não possa garantir Acolhida e Proteção durante dezoito anos. Uma vez que você tenha a criança, empenhe-se em reduzir o número de anos em que ela necessita de você, permitindo que ela adquira autonomia logo que puder.
2. A principal finalidade de se educar uma criança para a autonomia e proporcionar a ela liberdade de exercer totalmente as faculdades de intimidade, consciência e espontaneidade. Não existe nenhuma outra meta acima da autonomia (nem disciplina, nem boas maneiras, nem autocontrole, etc.), embora possam ser almejadas pelos pais, mas nunca em contradição com o objetivo principal: autonomia.
3. A Intimidade é vencida pela Economia de Afagos. Não impeça as crianças de manifestarem de forma total e honesta o seu amor, ou a falta dele. Incentive-as a pedir, dar, aceitar e rejeitar afagos, bem como se gabar.
4. A Consciência é vencida pelas Desconsiderações. Não Desconsidere a racionalidade, os sentimentos e a intuição de seus filhos. Ensina-os a Considerar, e responda às exigências deles quando se dirigirem a você.
5. Jamais minta aos seus filhos, seja deliberadamente ou por Omissão. Se você decidir ocultar deles a verdade, diga a eles que está fazendo isso, e conte por que, sem mentir.
6. A espontaneidade é vencida por regras arbitrárias aplicadas ao uso do corpo. Não controle o mover-se, olhar, escutar, tocar, cheirar e sentir gosto das crianças, exceto quando isto interferir de maneira clara com seu próprio bem-estar; ou quando algo as colocar em real perigo. E faça-o apenas cooperativamente. Lembre-se que a sabedoria que o corpo do seu filho tem sobre si mesmo quase sempre ultrapassa a sua. Não leve demais a sério os conselhos de “experts” (educadores, médicos); eles se enganaram antes e se enganarão de novo. Nunca invada, ataque ou viole a santidade do corpo da criança. Se você o fizer, peça desculpas imediatamente; mas não cometa o erro de Salvar por causa de sentimentos de culpa. Assuma responsabilidade por suas ações e não repita aquelas que você desaprova.
7. Não Salve e nem Persiga seu filho. Não faça aquilo que você não gostaria de fazer pelas crianças. Se Você fizer, não cometa o erro de Persegui-las mais tarde. Dê à criança uma oportunidade de tentar sozinha antes de ir “ajudá-la”.
8. Não ensine as crianças a competir. Elas aprenderão o suficiente assistindo televisão e lendo jornais. Ensine-as, por exemplo, a cooperar.
9. Não permita que seus filhos o oprimam. Você tem direito a tempo, espaço e uma vida amorosa separada deles. Exija que suas necessidades sejam levadas em consideração; eles o farão por que o amam.
10. Confie na natureza humana e creia em seus filhos. Eles recompensarão esta confiança, crescendo e amando você.
Fonte: Os Papéis que Vivemos na Vida - Claude Steiner - Editora Artenova -RJ - 1974


quinta-feira, 19 de julho de 2007

A Importância da Leitura

Quem lê...
Sabe mais
Pensa Melhor
Compara idéias
Prepara-se melhor
Tem o que falar
Tem o que responder
Fundamenta suas opiniões
Aumenta sua compreensão
Melhora o vocabulário
Tem mais chances
Absorve experiências
Sabe o que está acontecendo
Resolve melhor seus problemas.

Fonte: Livraria Espírita "Amor e Caridade".

terça-feira, 10 de julho de 2007

Decência Já!

Baseado na idéia do Senador Pedro Simon, que sugeriu um processo de moralização do país através de um movimento de Decência Já!, resolvi criar um banner com a intenção de potencializar a intenção de ver um país digno de ser vivido, com respeito a todos e oportunidades iguais.


Vinte lições de VIVER

O pensador russo Guerdjef, que no início do século passado já falava em auto-conhecimento e na importância de se saber viver, dizia em sua tese:
"Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento e daquilo que, realmente, vale como principal".
Assim sendo, ele traçou 20 regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris.
Dizem, os experts em comportamento, que quem já consegue assimilar 10 delas, com certeza, aprendeu a viver com qualidade interna. Ei-las:
1-Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.
2-Aprenda a dizer NÃO sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.
3-Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.
4-Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.
5-Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, em casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser, você mesmo.
6-Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.
7-Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.
8-Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.
9-Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer, tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.
10-Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto ansiedade e tensão. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.
11-Família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.
12-Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca.
13-É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe.
14-Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.
15-Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.
16-Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo... para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.
17-A rigidez é boa na pedra não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.
18-Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.
19-Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé.
20-Entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: você é o que se fizer!

Guerdjeff

Oração de Joana de Ângelis

Senhor, a maioria dos homens que te procuram é sempre para pedir. Uns reclamam, outros impõem, um grande número blasfema, menos eu, Senhor. Eu quero dizer-te que amo a vida que para mim é bela e é consentida.
Muito obrigado, Senhor, pelo que me deste, pelo que me dás, muito obrigado pelo, pelo pão e pela paz. Muito obrigado pela beleza que os meus olhos vêem no altar da natureza, olhos que vêem o céu, a terra e o mar, que acompanham a ave ligeira que corre fagueira pelo céu de anil e se detém na terra verde, salpicada de flores em tonalidades mil.
Muito obrigado, Senhor, porque eu posso ver meu amor.
Diante da minha visão, pelos cegos eu te formulo uma oração, porque eu sei que depois desta vida, na outra lida eles também enxergarão.
Muito obrigado, Senhor, pelos ouvidos meus, que me foram dados por Deus.
Ouvidos que ouvem a música do povo que desce da praça a cantar a melodia dos imortais, que se ouve uma vez, e ninguém esquece nunca mais.
Pela minha felicidade de ouvir deixa-me pelos surdos pedir. Eu sei que depois desta dor, no Teu Reino de Amor, eles voltarão a ouvir.
Muito obrigado, Senhor, pela minha voz, mas também pela sua voz, pela voz que ama, que declama, que canta, que ilumina, pela voz que ensina, que flauteia numa canção e que ao Teu nome profere com sentida emoção
Diante da minha melodia, eu Te quero rogar pelos que sofrem de afazia, os que não cantam de noite, os que não falam de dia. Oro por eles, porque sei que depois desta prova, na vida nova, eles também cantarão.
Obrigado pelas minhas mãos, mas também pelas mãos que aram, que semeiam, mãos que agasalham, mãos de amor... mãos de ternura, que libertam da amargura, mãos da caridade e da solidariedade, mãos dos adeuses, mãos de poesia, mãos de cirurgia, pelas mãos que apertam mãos, mãos que ajudam a velhice, a pobreza e a dor, que no seio embalam o corpo de um filho alheio, sem receio, e pelos pés que me levam a andar, sem reclamar, muito obrigado, Senhor, porque eu posso caminhar.
Diante do meu corpo perfeito eu Te quero louvar, porque eu vejo na Terra infelizes, aleijados, amputados, deformados, marcados, desesperados e eu posso bailar. Oro por eles. Eu sei que depois desta expiação, na outra reencarnação eles também bailarão.
Obrigado, Senhor, pelo mau lar. É tão bom ter um lar. Não é importante se este lar é uma mansão, ou um apartamento de luxo, ou estar numa favela, se é um grabato de dor, ou um ninho, ou uma casa no caminho, seja lá o que for, mas é importante que dentro dele exista amor; amor de mãe ou de pai, de esposa ou de marido, de um irmão ou de um amigo, alguém que nos dê a mão, porque é doloroso viver na solidão, mas se eu a ninguém tiver para amar, sem um teto para me agasalhar ou uma cama para repousar, ou cão para me acompanhar, nem assim blasfemarei, porque eu tenho a Ti, e Te quero dizer obrigado, Senhor, porque eu nasci. Muito obrigado porque eu creio em Ti.
Pelo Teu amor, obrigado, Senhor.
Pela vida, querida, obrigado Senhor, muito obrigado!